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Se eu um dia me voltasse a casar…

Há momentos em que dou por mim a pensar e chego até a fantasiar como seria o meu casamento se eu um dia voltasse a casar…

Quando era criança sonhava como seria o meu casamento… pensava num lindo vestido de noiva branco cheio de magnificência e magia coberto de amor transbordando paixão com uma tiara de felicidade e um véu de enorme respeito, um bouquet lindo de fidelidade e eu envolta num deslumbramento ingénuo ofuscando até o Sol de tamanha alegria que sentia intrinsecamente que esvoaçava por toda a minha essência contaminando e contagiando todos a meu redor.

E até me via de braço dado com o meu pai a levar-me até ao altar da igreja onde meu príncipe encantado se encontrava à minha espera.

Sonhava, sonhava, sonhava… pobre criança, idealizando os preceitos “exigidos” por uma sociedade falsa e conservadora recheada de estereótipos e (pre)conceitos a uma mulher quando cresce e se torna adulta “ou não” (depende da maturidade) a realizar e depois quase por “obrigação” a ter filhos.

E eu assim fiz. Casei. Não tive filhos. Divorciei.

Epá!!! A palavra divórcio… ui! Até assusta os conservadores!

Mas considero que este tema, vulgo o Divórcio, deixo para tratar noutras núpcias…!

Bem, é um tanto ou quanto “sui generis” falar de casamento e até ridículo para já, porque parecer-vos-á, que:

– Puxa pá, é que não aprendeu nada à primeira é que é mesmo burra ou masoquista!

Isto será, portanto, o que vós estais a pensar ou a dizer ou melhor a rir à gargalhada. Mas o mais interessante de tudo é que, ainda vão rir mais ou dizer que, eu endoideci de vez quando vos disser que não tenho namorado.

Pronto, eu sabia! Vá, podem rir! Continuem! Eu estou-vos a ver rir aí desse lado… bem não faz mal.
O pior de tudo é que eu ao contar isto para vocês habilito-me a uma internação num hospital psiquiátrico e à minha interdição por parte da minha família.

Vá lá, não se preocupem estou a brincar! Apanhei-vos! Mas só na parte do internamento e da interdição.

Agora, na parte do casamento não.

Hoje sou uma mulher com quase 30 anos, (na altura em que me casei tinha acabado de fazer 24 anos) estou mais madura, visto que, aprendi com as experiências vivenciadas. Sou mais forte e resiliente. Sei o quero e sou dona das minhas próprias escolhas. Sinto-me até muito mais bonita por dentro e por fora. Atrevo-me a dizer que me sinto mais sexy. Ah, pois é!

Mas ainda existe uma pequena criança dentro de mim. Aquela que ainda me diz que vou e posso ser feliz e ter a meu lado um dia a minha alma gémea. A “essa pequena criança” que tenho dentro de mim chamo-a de capacidade de sonhar. E é aí que eu sonho se eu um dia me voltasse a casar.

E no meu sonho seria assim:

Uma cerimónia com poucos convidados, só com alguma família e amigos, ou seja, uma cerimónia com mais os chegados tornando-a mais intima. Aqueles que sempre estiveram, estão e estarão sempre comigo quando eu mais preciso. Nada de conhecidos ou amigos dos conhecidos que têm de se convidar porque assim manda a etiqueta ou porque “parece bem convidar este sem convidar o outro…”, enfim… parvoíces que nos são “impostas” como se tratasse de um erro ou uma desfeita horrível e tremenda dos bons costumes da hipocrisia da sociedade em que vivemos! Mas adiante!

O local escolhido seria a praia. Nada de quintas com um altar improvisado, não, nada disso! É tão bom o cheiro da maresia e o sabor do vento a agitar os nossos cabelos! Umm tão mágico! Já para não falar do pano de fundo. O Mar! Com toda a sua beleza e encanto que nos leva para outro plano apaziguante que nos faz sentir tão pequenos com a sua imensidão e tão grandes com toda a nostalgia que nos transmite… E até dá um ar místico “à coisa”. Continuando.

Estariam cadeiras de dois lados com um corredor ao meio para eu puder passar. As cadeiras estariam cobertas por uma capa branca e atrás seria feito um laço azul. O altar seria um arco enfeitado com flores brancas e azuis. E perguntam vocês:

– Porquê tudo azul?

E eu respondo. É que para além de evidenciar o pano de fundo estaríamos a homenagear o maior convidado…o Mar! E também, claro, a noiva, visto que, a minha cor de eleição é o azul.
Agora “andam” com a mania do “dress code” dizem que é chique. Pois se houvesse um “dress code” seria, desta forma: poderiam ir como quisessem mas já que, o ambiente seria de praia seria muito convidativo a banhos de Mar ou Sol poderiam levar biquínis ou fatos de banhos, para o caso em que lhes apetecesse dar um belo mergulho e disfrutarem do que a Mãe Natureza nos oferece (embora nós a tratemos tão mal).

E vocês, neste momento, estão com certeza a perguntarem-se (mais as mulheres que os homens, é óbvio, visto que, eles nem querem saber do vestido da noiva interessa-lhes mais a noite de núpcias):

– E então e qual seria o vestido idealizado pela noiva?

Pois, eu vos digo.

Talvez branco já não usaria novamente. Seria provavelmente um vestido mais arrojado não muito usual. Se calhar um vestido de festa, já que é de uma festa o que tenho estado a falar durante todo o artigo. E até poderia ficar mais em conta.

Então seria assim… a cor seria azul bebé com um decote simpático e com uma racha bem generosa na perna esquerda. Teria rabo e podia não ter costas e se tivesse seriam todas transparentes e rendadas com muito brilho por todo o vestido. O cabelo seria solto com algumas ondas, visto que, tenho cabelo comprido e teria uma coroa de flores de rosas de Sta. Teresinha brancas e azuis, uma coroa, tal como a que o meu avó paterno me fazia quando era criança (em homenagem a ele que já não está comigo mas abençoa-me todos os dias de onde quer que ele esteja). Um bouquet lindo também de rosas azuis e brancas. Uma pulseira no tornozelo do pé esquerdo.

Levaria o bouquet na mão esquerda e a mão direita puxaria um pouco o vestido levemente para cima, visto que, iria descalça (para não cair) até ao altar e faria questão de fazer o caminho sozinha.
Claro, com todos os convidados de pé a verem-me passar até ir de encontro ao meu amado! A música ainda não sei mas se esse tal casamento existir, logo se via…!

Um cenário idílico… digno de uma verdadeira história de amor, paixão, desejo, amizade, felicidade, fidelidade, respeito, entreajuda, companheirismo, cumplicidade, confiança,…!

Um verdadeiro conto de fadas!

Posso ser ou parecer-vos parva mas ainda acredito em tudo aquilo que vos disse.

Eu sou assim e continuarei assim!

Ah e nunca se esqueçam de sonhar, não pagamos imposto (ainda) e é bom porque enquanto sonharmos há vida e esperança, logo tudo pode acontecer!

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Silêncio que não quer Calar

A minha Mãe, eu e 600 kms de distância…

Hoje é o Dia da Mãe!!!

E como não poderia deixar de ser eu, claro, como filha desejo assinalar este Dia, com uma homenagem merecida não só à minha Mama (sei que possa parecer-vos “piroso” mas ainda trato a minha Mãe assim) mas também a todas as Mães do Mundo!

É com enorme respeito e carinho que digo a palavra Mãe, isto porque, todas as filhas mesmo que já sejam mães ou avós e que por alguma razão não possam estar com as vossas Mães, de certeza que, gostariam de dedicar umas palavrinhas às vossas Mães. E a razão pela qual, hoje neste Dia tão especial não estou ao lado da minha Mama é a distância… mas falarei disso mais adiante.

Ora, portanto, nós por vezes não “ligamos” às nossas Mães, ora, porque estamos ocupadas com o trabalho, com os afazeres domésticos (isto para quem já não reside com os pais), com os “namoricos” ou o nosso próprio casamento ou divórcio, o stress do quotidiano,… uma infinidade de motivos e razões que, estaria aqui a enumerar o dia todo.
Mas pensem. Não se esqueceram de nada? Umm… se responderam que não… ai, ai, ai!

– Epá, “alto e pára o baile”! Hello?! E uma “ligadinha” à Mãe??? Dah!

Hoje em dia, as tecnologias já evoluíram bastante desde a época dos primórdios, portanto do que é que estão à espera? Usufruam do que temos ao nosso alcance.
Existe o telemóvel para falar ou enviar uma sms… também existem as “nossas amigas” redes sociais, como o facebook que nos permite falar por videochamada assim como o skipe! E mesmo que não tenham “á mão de semear” uma destas tecnologias que, acabei de referir, podem sempre enviar uma carta ou um telegrama! Ah, também não têm os correios perto de casa? Não faz mal, pois há mais soluções. Se morarem no campo façam uma fogueira e emitam sinais de fumo. Também, não dá?! Foram fazer um cruzeiro, estão de férias, umm… então emitam uma mensagem por código morse! Agora já não desculpas!

Aproveitem tudo isto e digam:

– Olá Mãe! Como estás?

Estão a ver não custa nada. Agora já há os tarifários “low cost”, visto que, as operadoras móveis estão sempre em despique.

Ah e para aqueles que ligam várias vezes à Mãe (por dia, como eu) continuem. Sabem como eu faço? Então vos digo.

– Olá Mama! Tás boa? Tenho saudades tuas! Oh, Mama nunca te esqueças que te amo muito. Beijinhos. Até logo.

Até sei o que vocês estão a pensar. Mas eu assumo. É verdade. Não escondo de ninguém. Sou menina da Mama e muito mimada. Até falo com Ela com voz de mimo… Eu sei que muitas pessoas me condenam mas eu não ligo. Posso ainda não ter cortado o cordão umbilical mas sou feliz assim! Eu e a minha Mama somos muito unidas, ligadas,…

E cá para mim acho que essa união devia ser sempre assim, não só no meu caso mas para todas as pessoas.

E tenham orgulho nas vossas Mães.

Já alguma vocês pararam para pensar que, este Ser tão magnifico nos acolheu, no seu ventre por 9 meses amando-nos desde que nós éramos uma sementinha? E quando nos deu à luz e amamentou esquecendo-se, dela mesma, em prol do nosso bem-estar? E as noites mal dormidas? E as noites que nem dormia quando estivemos doentes?

Já pensaram? Eu não me esqueci.

Mas também não me esqueci que Mãe não é só quem dá à luz é também quem cria, dá amor, educa,…

Agora, lembram-se do que referi acima? Que iria dizer o porquê de hoje não estar ao lado da minha Mama? Pois bem, assim direi.

Conforme, o título deste post indica “600 kms de distância” já levanta um pouco do véu,… a razão pela qual não estou como gostaria, “a chatear os miolos” à minha Mãe. Coitadaaaaa! Que paciência a dela, basicamente, é uma Santa. A Sta. Deolinda (este é o nome da minha Mãe) que já me atura há quase 30 anos isto sem contar com a gravidez. Posso ser “melga” mas adora-me, bem, “que remédio”! lololol

Ora, portanto, a minha Mãe está a 600 kms de mim, visto que, mora num distrito diferente do meu. Claro que, muitas vezes vou visitá-la e ela vem-me visitar a mim… mas não é a mesma coisa! Mas quando estamos juntas é uma festa! Saímos e vamos as compras (vai a família toda, eu, a minha Mama, o meu Papa e a “caramela” da minha irmã) ou quando ficamos em casa e Ela está a confeccionar as refeições fico sentada numa cadeira, sem fazer nenhum, só a tagarelar. Pronto, é verdade que não faço nada mas faço companhia!

E aproveito, desde já, para pedir desculpas mas eu sou assim! Mas não pensem mal de mim, visto que, quando é mesmo preciso fazer eu faço e ajudo. Mas “por defeito” talvez de nascença continuo a tagarelar, então a boca foi feita para falar, as mãos é que trabalham! Loololol.

Bem, posto isto, considero que, deva terminar por aqui este artigo que, vos escrevi com tanto carinho porque devem ir ter com as vossas Mães! Se pensarem bem Elas nem sequer nos exigem nada… só um simples beijinho ou um abraço elas já ficam felizes! Aproveitam e digam o quanto as amam!

Ah e já agora também aproveito para te dizer Mama:

– AMO-TE MUITO!

Feliz Dia da Mãe!

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Silêncio que não quer Calar

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Cheira a amor…

No sábado passado, foi o Dia dos Namorados ou para quem queira o dia de São Valentim… tanto faz, fica ao “gosto do fregês”. O que interessa é que, o Cupido, um menino com cabelo loiro aos caracóis e voador (devido ao efeito do “Red Bull”, visto que, “Red Bull dá-te asas” conforme é referido no anúncio) com o seu ar angelical e muito amoroso pegou no seu arco e flecha e passeou por vários continentes atravessando mares e oceanos e cada vez que, parava, piscava um olho e mirava um alvo, alguém era atingido pela flecha do amor…!

E tumba! E um suspiro alegre e catita de uma mulher ou de um homem que, cujas feromonas entraram em erupção e “puf”… lá se vai a racionalidade pensando só com o coração e de como realizar os desejos mais profundos e recônditos do seu ser. E numa desenfreada vontade de agradar e mimar à sua cara-metade!

Ora seja, com flores, chocolates, postais, jantares à luz das velas, uma noite num hotel (para os mais endinheirados, quer dizer, para aqueles que ainda têm sorte de ter uns “tostanitos”, devido à crise) ou há até mesmo quem aproveite para fazer declarações de amor ou um pedido de namoro (o que já está um pouco fora de moda) ou talvez, um pedido de casamento… há de tudo um pouco. Haja imaginação e muito amor acima de tudo!

Mas afinal, o que é o dia de São Valentim? Existe desde quando? Qual o seu significado?

Já alguma vez se perguntaram?

Ora, portanto, eu vos direi. A história do Dia de São Valentim remonta já há Idade Média. Naquela época, existiam muitas guerras (quer dizer, não é que agora não existam mas tal facto não vem ao caso) e o Bispo Valentim também travava uma “guerra”, visto que, lutara contra as ordens do Imperador Cláudio II que considerava que os homens solteiros seriam melhor combatentes do que os homens casados. Coitado, de certeza que estava mal de amores… ou não era correspondido! Pobre homem, parvoíces da altura!

Só um aparte. Não é que agora não deixa de ser uma autêntica estupidez (para alguns embora para outros não) os padres não se poder casar. São homens como os outros. Enfim! Adiante.

Continuando a nossa história… o Bispo continuou a realizar as cerimónias religiosas mesmo contra as ordens do Imperador. E por Valentim cometer tal despautério no pensamento retrógrado de Cláudio II este ordenou a sua prisão e condenou-o à morte.

Mas já na prisão, Valentim apaixonou-se pela filha cega de um guarda e a moça como por milagre recuperou a visão. E antes de Valentim ser condenado escrevera-lhe uma carta, terminando a carta desta forma: “…de seu namorado, Valentim”.

E foi assim. Mas se foi ou não foi não sabemos. O que sabemos é que, todos os anos em Portugal festeja-se no dia 14 de Fevereiro o Dia dos Namorados.

Ora bem, seja o Dia dos Namorados ou Namoradas, Amantes, Maridos, Esposas, “ficantes”, amigos coloridos,…

O que interessa é o AMOR!

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E se quiserem que a autora de Silêncio que não que Calar fale de um assunto ao vosso gosto ou de um tema que, vocês gostassem de ver/ler discutido podem enviar para o seguinte email: silencioquenaoquercalar@sapo.pt

Silêncio que não quer Calar

Se não fosses tu…

Agora há pouco… quando acabei de jantar tive a “gulosa ideia” de saborear como sobremesa o doce de abóbora da minha mãe… numa estaladiça tosta repleta daquela iguaria dos Deuses… quando dei por mim em pensamentos saudosistas…
Tais pensamentos levaram-me à cerca de 2 anos atrás. Neste caso, precisamente, ao dia 12 de Novembro de 2012.

Sim é, precisamente o que vocês estão a pensar.

Foi o dia do surgimento do Silêncio que não quer Calar.

Tenho a certeza que, muitos de vós devem estar a pensar ou talvez já o tenham pensado que, eu a blogguer, perdi o gosto de escrever para vocês… mas não.

Longe disso!!! Simplesmente, até como já referi, na minha página oficial do Silêncio que não Calar no Facebook, por vezes, por mais que nós queiramos há sempre algo que, nos impossibilita de fazer o que mais gostamos!

Mas devo lembrar que, não sou igual a um/a desses/as políticos/as que prometem e ludibriam o “Zé Povinho” com a sua demagogia falsa e mentirosa dizendo que “fazem isto,… ou aquilo” em propaganda eleitoral e posteriormente, às eleições comem queijo, melhor dizendo “fazem-se esquecidos”.

Eu ao longo deste período em que, não pude escrever assiduamente como gostaria… tive alguns obstáculos que, contornei e sabiamente aproveitei para aprender, uma lição de vida de cada situação que se impunha na minha caminhada.

Mas se não fosses tu… Sim, tu! Que dás, por graça Silêncio que não quer Calar, eu não tinha conhecido amigos muito especiais, como o J. e a A. E todos vocês como o/a A, B, C, D, E, F, G,… que não conheço pessoalmente mas que estão sempre no meu coração e na minha memória!

Também não seria a mesma pessoa que atualmente sou… agora sou uma pessoa intelectualmente realizada e sinto-me muito abençoada e privilegiada por ter o vosso carinho!

E foi a pensar em vocês que, enquanto me deliciava com aquela maravilha lembrei de partilhar o que, estava a sentir e a relembrar neste instante!

Obrigado por tudo e Feliz Aniversário para o Silêncio que não quer Calar e para vocês que fizeram dele o que é hoje!

Agradeço os “Gostos” na minha página e a continuação da leitura do Silêncio que não quer Calar.

Se quiserem podem colocar um “Gosto” na página oficial no facebook do Silêncio que não quer Calar https://www.facebook.com/silencioquenaoquercalar?fref=ts

E também podem enviar assuntos que queiram ver ser discutidos no Silêncio que não quer Calar para silencioquenaoquercalar@sapo.pt

Silêncio que não quer Calar

Quando saí do armário…

Hoje o Silêncio que não quer Calar celebra o seu primeiro aniversário.

Foi precisamente, há um ano atrás que, publiquei o meu primeiro artigo. O dia 12 de Novembro de 2012 foi (e é) muito importante para mim… Tendo vindo mesmo a revelar-se um marco na minha vida.

Muitos, talvez, já se perguntaram o porquê, do nascimento deste blog… pois, chegou o momento de saberem a razão pelo qual existe e o porquê do nome que lhe atribuí “Silêncio que não quer Calar”.

Mas, primeiramente, devo referir que, o Silêncio que não quer Calar é um blog pessoal e não tem fins lucrativos, ou seja, por cada partilha que façam ou “gosto” que coloquem, não recebo rigorosamente nada.

Deixemo-nos agora, de conversa fiada e focamo-nos no que, realmente interessa.

Um belo dia pela manhã, acordei relativamente cedo, tomei o meu pequeno – almoço como de habitual e fui para o meu computador procurar ofertas de emprego, visto que, na época me encontrava desempregada. Após ter, respondido e enviado o meu CV a várias ofertas de emprego, decidi descansar um pouco e fui “passear” por uma rede social para desvendar as novidades que, surgiram nas últimas horas (daquela data, obviamente).

Mas a minha veia de escritora, falou mais alto e a situação em que o país se encontrava (não significa que, tenha havido melhoras…) inspirou-me a relatar tudo o que sentia e não dizia. O panorama actual, do nosso país não é que agora seja muito dispare mas naquela época em que, se começou a sentir mais profundamente a austeridade atroz e cruel, pelo qual, os nossos governantes nos fizeram passar e sacrificar revoltou-me de tal forma que, eu a título de desabafo, referi (na parte onde podemos escrever os nossos comentários) tudo o que, gritava das profundezas da minha alma. Como o meu “desabafo” foi extenso, quando cliquei no “publicar” surgiu uma janela, com os seguintes dizeres (embora, não consiga precisar bem, as palavras referidas, visto que, já passou um ano): “se queria promover…”. Bem, ao início, não depreendi o intuito daquela janela. Mas quando me apercebi reparei que, era para pagar uma certa quantia monetária. E foi, nessa altura, que tive a minha ideia luminosa. E pensei:

– Porque não um blog? É grátis. Posso publicar o que quero e sem pagar nada.

E foi este o principal motivo. Mas no final de contas… o motivo mais recôndito… não era bem esse. Havia sim, o primordial motivo que, escondera-se no meu inconsciente, durante algum tempo.

Como se costuma dizer “afinal havia outra”.

E havia sim, não outra mas outro (motivo, claro). E qual é? Perguntam vocês?

Com o todo prazer vos conto e não me envergonho disso. Muito menos, faço disso um tabu.

Pois então, naquela altura eu era casada. E permanecia no silêncio. E isso durante dias a fio. Estava desempregada, limitava-me a procurar trabalho e a tratar dos afazeres domésticos. O meu (ex) marido trabalhava fora todo o dia e chegava tardíssimo a casa e pouco ou nada falávamos. Vivia, num silêncio constante.

E daí o nome Silêncio que não quer Calar! Vivia em silêncio mas ao mesmo tempo falava. Tinha necessidade de falar e dizer o que pensava. Basicamente, eu não me calava. Disse e falei através de letras, palavras, frases… tudo o que pensava e queria dizer. Então o “Silêncio”, ou seja, eu, “que não quer Calar”… e não calei.

A princípio, como puderam ler eu escrevia sátira social e expunha a minha óptica, sobre os acontecimentos actuais (daquela época) que iam surgindo.

Posteriormente, já no presente ano, comecei a escrever não só sátira política mas também assuntos de outra natureza. E recentemente, saí do anonimato, como vocês puderam constatar, através da minha página oficial do Facebook e de uma página que acrescentei ao blog denominada “Sobre mim – Conheçam a autora”.

Com tudo isto, posso agora dizer-vos que, não estou de todo, arrependida… muito pelo contrário, voltaria a fazer tudo de novo, visto que, o Silêncio que não quer Calar veio dar-me uma nova visão da vida e uma enorme alegria.

Cada vez que, eu vejo as minhas estatísticas e ao ter conhecimento da quantidade de pessoas que me leem e nos vários países de todo o mundo em que, já fui lida, para mim é uma emoção!

É graças a vocês, caros leitores que me dão alento para continuar o meu trabalho e querer fazer sempre melhor!

Mas desde já, peço desculpa por não escrever tão assiduamente como gostaria mas por vezes… nem sempre a vida nos permite fazer aquilo que, nos dá mais prazer e satisfação que, neste caso é deliciar-vos com a minha humilde escrita que, de certa forma, vos toca…!

Obrigada! Porque eu sem vocês não era o que sou hoje! Uma escritora, uma blogger, intelectualmente realizada!

Obrigada!

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Silêncio que não quer Calar

Porquê? Homenagem aos Bombeiros Portugueses

Ao longo destes últimos dias, tenho reparado que há algo de muito errado a acontecer, isto porque, tenho visto os noticiários e observei o que eu não queria ver ou sequer imaginar ou até mesmo “sonhar” nos meus piores pesadelos!

Eu vi Portugal ser consumido pelas chamas,… infelizmente, também vi lágrimas, desespero, aflição, medo e angústia na face das pessoas… que, num minuto tinham casas, terrenos agrícolas, palheiros, anexos e no minuto, quer dizer, na fracção de segundos adiante, não tinham nada!

O fogo feroz e avassalador passou e nem sequer perguntou se podia passar. Pois, perguntar não perguntou mas muitas vezes é convidado a entrar “pelas mãos criminosas”, no caso de fogo posto ou no caso dos fumadores que, deixam à mercê do vento decidir onde cairá a beata. Irónico não é?

Expliquem-me agora ou digam-me ou respondam:

– Porquê? Mas porquê?

– Afinal, qual é o prazer de colocar fogo?

– Será sadismo? Gostam de ver a Mãe Natureza pagar pela vossa maldade? Ou masoquismo? Gostavam que a dor que, a floresta sente fosse infligida, na vossa pessoa? Querem experimentar a dor? Pois,… bem me pareceu que não. Nunca, ouvi relatos de incendiários falecerem no meio do fogo que, atearam!? Deve ser uma óptima sensação, não é?

Parem! Já chega! Basta! Não acham que já fizeram mal suficiente?

Se as lágrimas das pessoas que, sofrem de verdade conseguissem apagar as chamas… não haveria bombeiros mortos.

Ah, ia-me esquecendo a água (um bem essencial à nossa existência), pode apagar o fogo… mas não consegue apagar a maldade dos maus corações…

– Mas porquê? Continuo sem entender!!!! Então, e os Srs. Fumadores já pensaram que… inconscientemente ou conscientemente (depende de como cada um deita a cabeça na almofada e se consegue ou não dormir) são homicidas?

– Pelo menos, será que, um dia ou um minuto que seja… podem MATAR alguém com o simples acto de “deixar fora” a beata, enquanto vão de viagem pela janela, sabem? Pensem lá! Fazem-no ou não?

– Acham que o Sol que nos ilumina ou o calor que nos leva à praia… são os causadores dos fogos que deflagram todos os anos, por esta altura? Engraçado, não é? O cúmulo é que é só no Verão! Existem também Invernos secos! Alguns até, digamos, com temperaturas simpáticas para passear… não acontece nada… Irónico, não concordam!? Cá para mim, considero que os incendiários “trabalham” só no Verão.

Pois é… Acho uma piada! Nunca ninguém me respondeu às minhas dúvidas…

E com isto tudo, quero dizer o seguinte ou melhor dizendo:

Quero mesmo é homenagear os homens que, com toda a sua coragem e bravura, lutam com todas as forças para travar a fúria das chamas!

Os Soldados da Paz abdicam da própria vida para ajudar o próximo. Tentam e conseguem salvar as casas, os animais, etc… mas principalmente a Mãe Natureza que, chora cada vez que, acolhe um bombeiro no seio da sua tristeza e amargura!

Já agora, pode estar fora do contexto o que vou perguntar mas tenho de fazê-lo?

– Porquê? Mas porquê? Ninguém ou quase ninguém dá o devido mérito a estes homens?

– Porquê? Mas porquê que são voluntários? Voluntariar para morrer? E não auferem nada ou quase nada!?

– E vocês? Sim, vocês! Srs. Políticos só oferecem os pêsames? Porque não experimentam ir um dia para a linha de fogo? Ah, já sei… preferem auferir chorudos ordenados sentados nas vossas poltronas que, compraram com o sacrifício dos contribuintes, é não é?

Pois, já vi que sim. Simplesmente ficam impávidos e serenos a ver o noticiário. ACORDEM!

O País está de luto! As florestas portuguesas estão negras! Pessoas faleceram! Aldeias foram devastadas!

O filme de terror (era bom se fosse só um filme) aconteceu no Funchal, na Covilhã, na Guarda,…

Querem saber as estatísticas? Não? Mas digo na mesma!

Desde 1980 faleceram em serviço 217 bombeiros em Portugal e 104 perderam a vida em incêndios florestais.

Então agora imaginem pelo Mundo inteiro. As pessoas que faleceram com a fúria das chamas… os bens materiais nestas alturas… não interessam, visto que, a vida de um ser humano não tem preço. Mas para os sobreviventes que, sofrem a perda dos entes queridos e também perdem o que construíram uma vida inteira… não há palavras!

Soldados da Paz DIGO em meu nome e acho que, posso falar por toda a humanidade, OBRIGADO!

Silêncio que não quer Calar