casamento-na-praia

Se eu um dia me voltasse a casar…

Há momentos em que dou por mim a pensar e chego até a fantasiar como seria o meu casamento se eu um dia voltasse a casar…

Quando era criança sonhava como seria o meu casamento… pensava num lindo vestido de noiva branco cheio de magnificência e magia coberto de amor transbordando paixão com uma tiara de felicidade e um véu de enorme respeito, um bouquet lindo de fidelidade e eu envolta num deslumbramento ingénuo ofuscando até o Sol de tamanha alegria que sentia intrinsecamente que esvoaçava por toda a minha essência contaminando e contagiando todos a meu redor.

E até me via de braço dado com o meu pai a levar-me até ao altar da igreja onde meu príncipe encantado se encontrava à minha espera.

Sonhava, sonhava, sonhava… pobre criança, idealizando os preceitos “exigidos” por uma sociedade falsa e conservadora recheada de estereótipos e (pre)conceitos a uma mulher quando cresce e se torna adulta “ou não” (depende da maturidade) a realizar e depois quase por “obrigação” a ter filhos.

E eu assim fiz. Casei. Não tive filhos. Divorciei.

Epá!!! A palavra divórcio… ui! Até assusta os conservadores!

Mas considero que este tema, vulgo o Divórcio, deixo para tratar noutras núpcias…!

Bem, é um tanto ou quanto “sui generis” falar de casamento e até ridículo para já, porque parecer-vos-á, que:

– Puxa pá, é que não aprendeu nada à primeira é que é mesmo burra ou masoquista!

Isto será, portanto, o que vós estais a pensar ou a dizer ou melhor a rir à gargalhada. Mas o mais interessante de tudo é que, ainda vão rir mais ou dizer que, eu endoideci de vez quando vos disser que não tenho namorado.

Pronto, eu sabia! Vá, podem rir! Continuem! Eu estou-vos a ver rir aí desse lado… bem não faz mal.
O pior de tudo é que eu ao contar isto para vocês habilito-me a uma internação num hospital psiquiátrico e à minha interdição por parte da minha família.

Vá lá, não se preocupem estou a brincar! Apanhei-vos! Mas só na parte do internamento e da interdição.

Agora, na parte do casamento não.

Hoje sou uma mulher com quase 30 anos, (na altura em que me casei tinha acabado de fazer 24 anos) estou mais madura, visto que, aprendi com as experiências vivenciadas. Sou mais forte e resiliente. Sei o quero e sou dona das minhas próprias escolhas. Sinto-me até muito mais bonita por dentro e por fora. Atrevo-me a dizer que me sinto mais sexy. Ah, pois é!

Mas ainda existe uma pequena criança dentro de mim. Aquela que ainda me diz que vou e posso ser feliz e ter a meu lado um dia a minha alma gémea. A “essa pequena criança” que tenho dentro de mim chamo-a de capacidade de sonhar. E é aí que eu sonho se eu um dia me voltasse a casar.

E no meu sonho seria assim:

Uma cerimónia com poucos convidados, só com alguma família e amigos, ou seja, uma cerimónia com mais os chegados tornando-a mais intima. Aqueles que sempre estiveram, estão e estarão sempre comigo quando eu mais preciso. Nada de conhecidos ou amigos dos conhecidos que têm de se convidar porque assim manda a etiqueta ou porque “parece bem convidar este sem convidar o outro…”, enfim… parvoíces que nos são “impostas” como se tratasse de um erro ou uma desfeita horrível e tremenda dos bons costumes da hipocrisia da sociedade em que vivemos! Mas adiante!

O local escolhido seria a praia. Nada de quintas com um altar improvisado, não, nada disso! É tão bom o cheiro da maresia e o sabor do vento a agitar os nossos cabelos! Umm tão mágico! Já para não falar do pano de fundo. O Mar! Com toda a sua beleza e encanto que nos leva para outro plano apaziguante que nos faz sentir tão pequenos com a sua imensidão e tão grandes com toda a nostalgia que nos transmite… E até dá um ar místico “à coisa”. Continuando.

Estariam cadeiras de dois lados com um corredor ao meio para eu puder passar. As cadeiras estariam cobertas por uma capa branca e atrás seria feito um laço azul. O altar seria um arco enfeitado com flores brancas e azuis. E perguntam vocês:

– Porquê tudo azul?

E eu respondo. É que para além de evidenciar o pano de fundo estaríamos a homenagear o maior convidado…o Mar! E também, claro, a noiva, visto que, a minha cor de eleição é o azul.
Agora “andam” com a mania do “dress code” dizem que é chique. Pois se houvesse um “dress code” seria, desta forma: poderiam ir como quisessem mas já que, o ambiente seria de praia seria muito convidativo a banhos de Mar ou Sol poderiam levar biquínis ou fatos de banhos, para o caso em que lhes apetecesse dar um belo mergulho e disfrutarem do que a Mãe Natureza nos oferece (embora nós a tratemos tão mal).

E vocês, neste momento, estão com certeza a perguntarem-se (mais as mulheres que os homens, é óbvio, visto que, eles nem querem saber do vestido da noiva interessa-lhes mais a noite de núpcias):

– E então e qual seria o vestido idealizado pela noiva?

Pois, eu vos digo.

Talvez branco já não usaria novamente. Seria provavelmente um vestido mais arrojado não muito usual. Se calhar um vestido de festa, já que é de uma festa o que tenho estado a falar durante todo o artigo. E até poderia ficar mais em conta.

Então seria assim… a cor seria azul bebé com um decote simpático e com uma racha bem generosa na perna esquerda. Teria rabo e podia não ter costas e se tivesse seriam todas transparentes e rendadas com muito brilho por todo o vestido. O cabelo seria solto com algumas ondas, visto que, tenho cabelo comprido e teria uma coroa de flores de rosas de Sta. Teresinha brancas e azuis, uma coroa, tal como a que o meu avó paterno me fazia quando era criança (em homenagem a ele que já não está comigo mas abençoa-me todos os dias de onde quer que ele esteja). Um bouquet lindo também de rosas azuis e brancas. Uma pulseira no tornozelo do pé esquerdo.

Levaria o bouquet na mão esquerda e a mão direita puxaria um pouco o vestido levemente para cima, visto que, iria descalça (para não cair) até ao altar e faria questão de fazer o caminho sozinha.
Claro, com todos os convidados de pé a verem-me passar até ir de encontro ao meu amado! A música ainda não sei mas se esse tal casamento existir, logo se via…!

Um cenário idílico… digno de uma verdadeira história de amor, paixão, desejo, amizade, felicidade, fidelidade, respeito, entreajuda, companheirismo, cumplicidade, confiança,…!

Um verdadeiro conto de fadas!

Posso ser ou parecer-vos parva mas ainda acredito em tudo aquilo que vos disse.

Eu sou assim e continuarei assim!

Ah e nunca se esqueçam de sonhar, não pagamos imposto (ainda) e é bom porque enquanto sonharmos há vida e esperança, logo tudo pode acontecer!

Se quiserem pôr um “GOSTO” na página oficial no facebook do Silêncio que não quer Calar deixo-vos aqui o link:

https://www.facebook.com/silencioquenaoquercalar?fref=ts

ou

Se me quiserem contactar ou contar mesmo as vossas histórias este é o meu email: silencioquenaocalar@sapo.pt

Silêncio que não quer Calar

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