A Submissão da mulher ao homem e a Violência Doméstica

Caros leitores, o assunto que irei falar hoje, é de extrema importância. E será tratado com especial cuidado, visto que, é um facto que assombra muitas pessoas principalmente do sexo feminino.

Desde quase, me deparei com a minha existência, oiço falar em violência doméstica e sempre observei desde essa época, que as esposas eram muito submissas ao esposos (isto no caso da existência do casamento, mas falarei adiante dos outros casos). E com vi tal submissão… um dia dei por mim a pensar, mesmo muito pequena, que tal comportamento não estava certo e afirmei para comigo, que um dia, em circuntância alguma, deixaria que algo semelhante acontecesse, à minha pessoa.

Mas, a submissão da parte feminina ao sexo masculino, não é só de agora ou de alguns anos atrás… Já acontecem tais crimes grotescos, infames, indesculpáveis há vários séculos, só que as vítimas sofrem em silêncio e intrisecamente gritam, choram, pedem socorro e sentem-se culpadas. E são marginalizadas por tudo e todos.

Como referi, no parágrafo acima, sobre a tal submissão, vou continuar a falar desta mesma, pondo um pouco de parte a violência doméstica, embora em muitos casos as 2 situações, sucedem ao mesmo tempo. Então, como disse à pouco a submissão da mulher ao homem, na minha óptica, já nem deviam existir ou melhor que nunca tivesse existido/acontecido. Acima disse que, tais acontecimentos perduram no tempo, há já vários séculos, devido ao retrogrado pensamento do homem e esse tal pensamento tinha como consequências, as seguintes: descriminação das mulheres, consideravam-nas inaptas para trabalhar em certas funções que só os homens tinham acesso (como cargos de chefia, política, etc) ficando com outros deveres, como cuidar dos filhos e da casa, enquanto muitas vezes, se divertiam com outras mulheres; proíbiram de estudar; não consentiam que votassem; era-lhes escolhido o noivo e não podiam dizer nada; não existia divórcio;… enfim, mandavam no sexo feminino, simplesmente porque sim. Posso até ilustrar, tal descriminação com uma telenovela brasileira, de nome “Gabriela”. Para quem vê, sabe muito bem do que falo, mas para quem não vê, posso referir algumas situações, como: o homem manda na mulher de tal forma, que consegue fazer com que, esta acredite que não consegue pensar por si mesma e que necessita da orientação deste “para fazer o que está certo”; têm obrigação de cuidar da casa e educar os filhos e têm obrigação de deixarem “ser usadas” (trata-se de um abuso sexual consentido). Se isto ainda acontecia no século XIX / XX, hoje em dia, olhando para trás podemos nos considerar umas sortudas? Não, isto não foi sorte, foi muita luta por parte do sexo feminino.

Agora, devido à luta dos direitos de igualdade, já ocupamos cargos importantes que antes só pertenciam aos homens; já votamos: estudamos; escolhemos com quem queremos casar, namorar ou ter como companheiro; já pensamos sem a ajuda de ninguém, embora sempre pensámos, ou seja, somos livres.

Mas, agora referindo os casos de pessoas que, habitam na mesma casa, como o casamento ou união de facto, tendo ou não filhos, há factores que condicionam o relacionamento quando à submissão por parte da mulher, mas o principal de todos é: só o homem é que trabalha e sustenta a casa, ou porque está desempregada, ou grávida, ou doente,… e só isso é suficiente para a mulher sinta que, sem o companheiro fica perdida ou desorientada, sentindo-se na obrigação de fazer tudo o que eles pedem e mandam. Muitas vezes, pensam que os seus companheiros as podiam ajudar em certas tarefas domésticas mas o companheiro faz questão de lembrar que, é seu dever porque não fazem nada (ou seja, não contribuem monetáriamente), sublinhando ainda o facto de serem estes a sustentá-las e a pagar as contas, afirmando desta forma, a sua posição. Como acham que, essas mulheres, qualquer que seja a faixa etária, como se sentem? Mal, magoa, trata-se de uma tortura psicológica que lhes fazem e elas própias perdem a autoestima, autoconfiança, ficando numa tristeza profunda que muitas vezes leva à depressão. Se repararam acaba-se por confundir ou não com a violência doméstica?

Realmente, respondendo à questão considero que confunde-se perfeitamente! Porquê?

Há 2 tipos de violência domêstica: a violência psicológica e a física.

A psicológica, posso dar como exemplo a que falei, a da esposa/companheira sem trabalho ou grávida ou doente. Estas situações são gravosas, visto que, a humilhação, a ridicularização, a angústia, o nervosismo e o stress podem deixar marcas para sempre.

A física já pode ser a segunda violência a ser infligida na vítima, ou seja, pode já ter sofrido de maus tratos psicológicos e só agora o agressor esteja a praticar a violência física. Este tipo de violência somente ou cumulado com a violência psicológica trará piores efeitos na vítima.

Posso agora, até incluir estes tipos de violência, no namoro que têm vindo, ultimamente, mais à colação (segundo as estatísticas).

E sabem quais são as consequências desta tortura física? Tenho a certeza que sabem. O agressor aproveita-se de todos os pontos fracos da companheira, conseguindo amedrontá-la, perseguindo-a,… é (desculpem a linguagem) nojento! Já para não falar nos abusos sexuais e nas ameças de morte, seja a ela ou a familiares (incluindo os filhos, se os houver), se contar ou se for à polícia.

Mas já vi tantas reportagens, de vítimas de violência doméstica que, foram à polícia e de nada adiantou, visto que, o processo é tão moroso que entretanto algumas vítimas já estão hospitalizadas ou mortas. 

No nosso País, já morreram 33 pessoas só este ano até 15 de Setembro (fora as que não sabemos). E os outros países? Sabe Deus quantas vítimas.

Os factores são fáceis de saber: droga; álcool; motivos socio – económicos,… e por vezes, o agressor já é violento por natureza.

Mas de qualquer forma, peçam ajuda à polícia ou ás várias instuições de ajuda/apoio à vitíma, como por exemplo: a APAV http://apav.pt/lgbt/menudom.htm (caso queiram ou precisem contactar, deixo-vos aqui o link).

E não nos pudemos esquecer, que indepedentemente da faixa etária, classe social ou orientação sexual, isto acontece.

Não permitam. Digam NÃO. BASTA.

Silêncio que não quer Calar

2 thoughts on “A Submissão da mulher ao homem e a Violência Doméstica

  1. Izailma Lima

    Cara escritora do artigo acima…
    É de fato comum haver violência doméstica e mulheres calarem-se, o que não quer dizer que isso chama-se submissão. Pois a submissão é um plano divino, elaborado criativamente e com zelo por um Criador que ama tanto homem como mulher.
    Você deve pesquisar que essas mulheres calam-se não por conta de uma submissão, mas por medo, e por ameaças feitas pelo agressor!
    Submissão não é violência!

    Responder
    1. ritaramosfreitas2013 Post author

      Agradeço o seu comentário, visto que, os comentários dos meus leitores são preciosos para mim até para me ajudarem a melhorar certas questões. Por isso é que, gosto que comentem e foi de grande valia à minha pessoa perceber outros ponto de vista, sobre este assunto. Obrigada, do fundo do coração!

      Silencio que não quer Calar

      Responder

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