Se não fosses tu…

Agora há pouco… quando acabei de jantar tive a “gulosa ideia” de saborear como sobremesa o doce de abóbora da minha mãe… numa estaladiça tosta repleta daquela iguaria dos Deuses… quando dei por mim em pensamentos saudosistas…
Tais pensamentos levaram-me à cerca de 2 anos atrás. Neste caso, precisamente, ao dia 12 de Novembro de 2012.

Sim é, precisamente o que vocês estão a pensar.

Foi o dia do surgimento do Silêncio que não quer Calar.

Tenho a certeza que, muitos de vós devem estar a pensar ou talvez já o tenham pensado que, eu a blogguer, perdi o gosto de escrever para vocês… mas não.

Longe disso!!! Simplesmente, até como já referi, na minha página oficial do Silêncio que não Calar no Facebook, por vezes, por mais que nós queiramos há sempre algo que, nos impossibilita de fazer o que mais gostamos!

Mas devo lembrar que, não sou igual a um/a desses/as políticos/as que prometem e ludibriam o “Zé Povinho” com a sua demagogia falsa e mentirosa dizendo que “fazem isto,… ou aquilo” em propaganda eleitoral e posteriormente, às eleições comem queijo, melhor dizendo “fazem-se esquecidos”.

Eu ao longo deste período em que, não pude escrever assiduamente como gostaria… tive alguns obstáculos que, contornei e sabiamente aproveitei para aprender, uma lição de vida de cada situação que se impunha na minha caminhada.

Mas se não fosses tu… Sim, tu! Que dás, por graça Silêncio que não quer Calar, eu não tinha conhecido amigos muito especiais, como o J. e a A. E todos vocês como o/a A, B, C, D, E, F, G,… que não conheço pessoalmente mas que estão sempre no meu coração e na minha memória!

Também não seria a mesma pessoa que atualmente sou… agora sou uma pessoa intelectualmente realizada e sinto-me muito abençoada e privilegiada por ter o vosso carinho!

E foi a pensar em vocês que, enquanto me deliciava com aquela maravilha lembrei de partilhar o que, estava a sentir e a relembrar neste instante!

Obrigado por tudo e Feliz Aniversário para o Silêncio que não quer Calar e para vocês que fizeram dele o que é hoje!

Agradeço os “Gostos” na minha página e a continuação da leitura do Silêncio que não quer Calar.

Se quiserem podem colocar um “Gosto” na página oficial no facebook do Silêncio que não quer Calar https://www.facebook.com/silencioquenaoquercalar?fref=ts

E também podem enviar assuntos que queiram ver ser discutidos no Silêncio que não quer Calar para silencioquenaoquercalar@sapo.pt

Silêncio que não quer Calar

Quando saí do armário…

Hoje o Silêncio que não quer Calar celebra o seu primeiro aniversário.

Foi precisamente, há um ano atrás que, publiquei o meu primeiro artigo. O dia 12 de Novembro de 2012 foi (e é) muito importante para mim… Tendo vindo mesmo a revelar-se um marco na minha vida.

Muitos, talvez, já se perguntaram o porquê, do nascimento deste blog… pois, chegou o momento de saberem a razão pelo qual existe e o porquê do nome que lhe atribuí “Silêncio que não quer Calar”.

Mas, primeiramente, devo referir que, o Silêncio que não quer Calar é um blog pessoal e não tem fins lucrativos, ou seja, por cada partilha que façam ou “gosto” que coloquem, não recebo rigorosamente nada.

Deixemo-nos agora, de conversa fiada e focamo-nos no que, realmente interessa.

Um belo dia pela manhã, acordei relativamente cedo, tomei o meu pequeno – almoço como de habitual e fui para o meu computador procurar ofertas de emprego, visto que, na época me encontrava desempregada. Após ter, respondido e enviado o meu CV a várias ofertas de emprego, decidi descansar um pouco e fui “passear” por uma rede social para desvendar as novidades que, surgiram nas últimas horas (daquela data, obviamente).

Mas a minha veia de escritora, falou mais alto e a situação em que o país se encontrava (não significa que, tenha havido melhoras…) inspirou-me a relatar tudo o que sentia e não dizia. O panorama actual, do nosso país não é que agora seja muito dispare mas naquela época em que, se começou a sentir mais profundamente a austeridade atroz e cruel, pelo qual, os nossos governantes nos fizeram passar e sacrificar revoltou-me de tal forma que, eu a título de desabafo, referi (na parte onde podemos escrever os nossos comentários) tudo o que, gritava das profundezas da minha alma. Como o meu “desabafo” foi extenso, quando cliquei no “publicar” surgiu uma janela, com os seguintes dizeres (embora, não consiga precisar bem, as palavras referidas, visto que, já passou um ano): “se queria promover…”. Bem, ao início, não depreendi o intuito daquela janela. Mas quando me apercebi reparei que, era para pagar uma certa quantia monetária. E foi, nessa altura, que tive a minha ideia luminosa. E pensei:

- Porque não um blog? É grátis. Posso publicar o que quero e sem pagar nada.

E foi este o principal motivo. Mas no final de contas… o motivo mais recôndito… não era bem esse. Havia sim, o primordial motivo que, escondera-se no meu inconsciente, durante algum tempo.

Como se costuma dizer “afinal havia outra”.

E havia sim, não outra mas outro (motivo, claro). E qual é? Perguntam vocês?

Com o todo prazer vos conto e não me envergonho disso. Muito menos, faço disso um tabu.

Pois então, naquela altura eu era casada. E permanecia no silêncio. E isso durante dias a fio. Estava desempregada, limitava-me a procurar trabalho e a tratar dos afazeres domésticos. O meu (ex) marido trabalhava fora todo o dia e chegava tardíssimo a casa e pouco ou nada falávamos. Vivia, num silêncio constante.

E daí o nome Silêncio que não quer Calar! Vivia em silêncio mas ao mesmo tempo falava. Tinha necessidade de falar e dizer o que pensava. Basicamente, eu não me calava. Disse e falei através de letras, palavras, frases… tudo o que pensava e queria dizer. Então o “Silêncio”, ou seja, eu, “que não quer Calar”… e não calei.

A princípio, como puderam ler eu escrevia sátira social e expunha a minha óptica, sobre os acontecimentos actuais (daquela época) que iam surgindo.

Posteriormente, já no presente ano, comecei a escrever não só sátira política mas também assuntos de outra natureza. E recentemente, saí do anonimato, como vocês puderam constatar, através da minha página oficial do Facebook e de uma página que acrescentei ao blog denominada “Sobre mim – Conheçam a autora”.

Com tudo isto, posso agora dizer-vos que, não estou de todo, arrependida… muito pelo contrário, voltaria a fazer tudo de novo, visto que, o Silêncio que não quer Calar veio dar-me uma nova visão da vida e uma enorme alegria.

Cada vez que, eu vejo as minhas estatísticas e ao ter conhecimento da quantidade de pessoas que me leem e nos vários países de todo o mundo em que, já fui lida, para mim é uma emoção!

É graças a vocês, caros leitores que me dão alento para continuar o meu trabalho e querer fazer sempre melhor!

Mas desde já, peço desculpa por não escrever tão assiduamente como gostaria mas por vezes… nem sempre a vida nos permite fazer aquilo que, nos dá mais prazer e satisfação que, neste caso é deliciar-vos com a minha humilde escrita que, de certa forma, vos toca…!

Obrigada! Porque eu sem vocês não era o que sou hoje! Uma escritora, uma blogger, intelectualmente realizada!

Obrigada!

Se quiserem pôr um “Gosto” na minha página oficial do Facebook, este é o link:

https://www.facebook.com/silencioquenaoquercalar?fref=ts

Silêncio que não quer Calar

Porquê? Homenagem aos Bombeiros Portugueses

Ao longo destes últimos dias, tenho reparado que há algo de muito errado a acontecer, isto porque, tenho visto os noticiários e observei o que eu não queria ver ou sequer imaginar ou até mesmo “sonhar” nos meus piores pesadelos!

Eu vi Portugal ser consumido pelas chamas,… infelizmente, também vi lágrimas, desespero, aflição, medo e angústia na face das pessoas… que, num minuto tinham casas, terrenos agrícolas, palheiros, anexos e no minuto, quer dizer, na fracção de segundos adiante, não tinham nada!

O fogo feroz e avassalador passou e nem sequer perguntou se podia passar. Pois, perguntar não perguntou mas muitas vezes é convidado a entrar “pelas mãos criminosas”, no caso de fogo posto ou no caso dos fumadores que, deixam à mercê do vento decidir onde cairá a beata. Irónico não é?

Expliquem-me agora ou digam-me ou respondam:

- Porquê? Mas porquê?

- Afinal, qual é o prazer de colocar fogo?

- Será sadismo? Gostam de ver a Mãe Natureza pagar pela vossa maldade? Ou masoquismo? Gostavam que a dor que, a floresta sente fosse infligida, na vossa pessoa? Querem experimentar a dor? Pois,… bem me pareceu que não. Nunca, ouvi relatos de incendiários falecerem no meio do fogo que, atearam!? Deve ser uma óptima sensação, não é?

Parem! Já chega! Basta! Não acham que já fizeram mal suficiente?

Se as lágrimas das pessoas que, sofrem de verdade conseguissem apagar as chamas… não haveria bombeiros mortos.

Ah, ia-me esquecendo a água (um bem essencial à nossa existência), pode apagar o fogo… mas não consegue apagar a maldade dos maus corações…

- Mas porquê? Continuo sem entender!!!! Então, e os Srs. Fumadores já pensaram que… inconscientemente ou conscientemente (depende de como cada um deita a cabeça na almofada e se consegue ou não dormir) são homicidas?

- Pelo menos, será que, um dia ou um minuto que seja… podem MATAR alguém com o simples acto de “deixar fora” a beata, enquanto vão de viagem pela janela, sabem? Pensem lá! Fazem-no ou não?

- Acham que o Sol que nos ilumina ou o calor que nos leva à praia… são os causadores dos fogos que deflagram todos os anos, por esta altura? Engraçado, não é? O cúmulo é que é só no Verão! Existem também Invernos secos! Alguns até, digamos, com temperaturas simpáticas para passear… não acontece nada… Irónico, não concordam!? Cá para mim, considero que os incendiários “trabalham” só no Verão.

Pois é… Acho uma piada! Nunca ninguém me respondeu às minhas dúvidas…

E com isto tudo, quero dizer o seguinte ou melhor dizendo:

Quero mesmo é homenagear os homens que, com toda a sua coragem e bravura, lutam com todas as forças para travar a fúria das chamas!

Os Soldados da Paz abdicam da própria vida para ajudar o próximo. Tentam e conseguem salvar as casas, os animais, etc… mas principalmente a Mãe Natureza que, chora cada vez que, acolhe um bombeiro no seio da sua tristeza e amargura!

Já agora, pode estar fora do contexto o que vou perguntar mas tenho de fazê-lo?

- Porquê? Mas porquê? Ninguém ou quase ninguém dá o devido mérito a estes homens?

- Porquê? Mas porquê que são voluntários? Voluntariar para morrer? E não auferem nada ou quase nada!?

- E vocês? Sim, vocês! Srs. Políticos só oferecem os pêsames? Porque não experimentam ir um dia para a linha de fogo? Ah, já sei… preferem auferir chorudos ordenados sentados nas vossas poltronas que, compraram com o sacrifício dos contribuintes, é não é?

Pois, já vi que sim. Simplesmente ficam impávidos e serenos a ver o noticiário. ACORDEM!

O País está de luto! As florestas portuguesas estão negras! Pessoas faleceram! Aldeias foram devastadas!

O filme de terror (era bom se fosse só um filme) aconteceu no Funchal, na Covilhã, na Guarda,…

Querem saber as estatísticas? Não? Mas digo na mesma!

Desde 1980 faleceram em serviço 217 bombeiros em Portugal e 104 perderam a vida em incêndios florestais.

Então agora imaginem pelo Mundo inteiro. As pessoas que faleceram com a fúria das chamas… os bens materiais nestas alturas… não interessam, visto que, a vida de um ser humano não tem preço. Mas para os sobreviventes que, sofrem a perda dos entes queridos e também perdem o que construíram uma vida inteira… não há palavras!

Soldados da Paz DIGO em meu nome e acho que, posso falar por toda a humanidade, OBRIGADO!

Silêncio que não quer Calar

Eu tenho epilepsia – (Uma Experiência de Vida contada na Primeira Pessoa) 2º Parte e última

Ei… psiu! Caros leitores estão por aí? Eu sei que sim.
Lembram-se,… do “Até Breve”? Também sei que sim. Mas para os mais “distraídos” eu relembro. Eu terminei o último post com, a expressão “passei-me da “marmita”, pelo facto dos meus pais e da médica que, me acompanhava nunca me terem especificado o que realmente tinha.

Também se devem recordar que, fui colocando links musicais para não parecer tão maçudo ou dramático, então também irei fazer da mesma forma e aqui vai:
http://www.youtube.com/watch?v=lWA2pjMjpBs .

Tinha, por volta dos meus 22 anos, quando eu disse aos meus pais no Hospital que, desta vez não entravam comigo na consulta. Estes, por sua vez, ficaram um pouco apreensivos e extremamente preocupados, visto que, sempre entraram comigo na consulta (desde os meus 13 anos).

Passei-me mesmo da “marmita”. Já chegava! Já não era nenhuma criança!

E conforme o meu pedido (naquele caso imposição) ficaram “à porta”. Eu entrei e sentei-me.

E a primeira pergunta da médica foi:

- Então os seus pais não vieram consigo?

E eu respondi de imediato que não e fui directa ao assunto.

- Afinal o que tenho!?

Prontamente, a médica respondeu:

- Tens epilepsia!

- Especifique! (e comecei com as perguntas)

- Diga, afinal o que tenho? Posso engravidar? Posso viajar de
avião? Posso ir a discotecas?

E a neurologista respondeu da seguinte forma:

- Sim, podes viajar de avião.

- Ok. Então passe-me uma autorização para poder viajar de avião com os fármacos que tomo diariamente, visto que, a minha viagem de finalista tem como destino os Açores.

Tendo esta passado prontamente. Mas enquanto escrevia foi, respondendo às questões, por mim levantadas.

- No que toca, à ida a discotecas… não é muito aconselhável devido às luzes psicadélicas, visto que, podem desencadear um ataque epiléptico.

(Mas para dizer a verdade nunca apreciei muito idas a discotecas – isto foi um à parte)

- No que concerne, ao tema “filhos”…

Não gostei da hesitação e muito menos das reticências.

- Sim… continue… (disse eu)

- Não convém muito… Se “fosse homem” não havia problema… Mas é mulher e com esta malformação…

- Não faz mal. Já percebi!

- Mas não se preocupe! Se reduzir significativamente a medicação durante a gestação… não há problema!

Fiquei com uma ligeira esperança.

- Afinal… diga o que tenho!!!!!!

- Tens uma malformação de nascença. É mais ou menos assim: é um “novelo de linhas” que está todo misturado e ligado… E quando ficas mais nervosa ou stressada… tens um ataque. É só! Precisas de receitas?

- NÃO!

Saí porta fora a chorar. Os meus pais limitaram-se a seguir-me para o estacionamento. Senti-me perdida, sem rumo,… Sempre a chorar e refilei com os meus pais. Estes apenas me disseram:

- Só te queríamos proteger…

Mal eu sabia toda a verdade que, vim a descobrir aos 26 anos… quando mudei de clinico. A minha actual médica que, me explicou tudo… E aí fiquei devastada. Um pouco mais à frente, direi a minha reacção, quando descobri tudo mas realmente tudo, isto porque, tenho uma coisita ou outra para contar.

Continuando… há uns bons anos atrás (tinha eu, por volta dos meus 16/17 anos) … tive uma depressão nervosa. E sabem porquê?

Naquele “tour” desenfreado e incessante que, os meus pais fizeram pelo nosso país… encontraram um clinico, no qual por acaso, também fui. (Teria sido melhor não ter ido. Mas isso agora… também não
interessa nada.)

Na minha ”feliz” ignorância (por vezes, considero que, é de certa forma, por assim dizer, “mais agradável”, viver na ignorância do que saber tudo…) pensava que, teria algumas convulsões e não a vida toda como me fora dito. Aliás, fora-me dito por aquele médico de uma forma tão hostil, agreste, até mesmo repulsiva,… como se eu tivesse culpa.

Mas depois acabei mesmo por me sentir culpada, visto que, os hábitos em casa foram todos alterados, a rotina transformada, os meus pais separados (ou seja, houve uns tempos em que, a minha mãe começou a dormir comigo, visto que, eu tinha medo de mim mesma… acordar e ninguém estar ao meu lado para me socorrer…), a minha
irmã cresceu mais rápido do que o suposto… enfim.

(Mais um link musical: http://www.youtube.com/watch?v=V42ix2CtZ8Y )

Bom,… depois de ter “ido dar uma volta” ao passado vou “passear” pelos tempos áureos da minha vida! E esses tempos foram um presente que me foi oferecido pela boa época da Universidade. Apesar de, terem existido certas contrariedades (como: a falta de compreensão por parte dos professores e colegas, passo a explicar, como escrevia mais lentamente do que os meus colegas, isto porque, eu escrevo com a minha mão direita e a minha malformação encontra-se situada no lado esquerdo do cérebro e todo o ser humano na nuca tem uma espécie um “x” em que, o lado esquerdo reflete-se no lado direito do corpo que, por sua vez, o lado direito interage com a parte esquerda do corpo, não compreendiam que precisava de, pelo menos mais meia hora para, além da hora prevista do término do exame e com isto, raramente acabava um exame) que, com a ajuda do meu melhor amigo conseguia ultrapassar, ou seja, todo o apoio incondicional que, me fora dado por esta maravilhosa pessoa eu consegui superar todas as adversidades. Obrigada!!!

Ah,… ia-me me esquecendo de dizer que, também tenho de referir que, ao longo da “minha vida de epiléptica” sempre fiz e faço e continuarei a fazer análises de rotina (fazem-me, visto que, licenciei-me em Direito e não em Medicina), visto que, é de extrema utilidade e obrigatoriedade o neurologista observar os níveis de toxicidade no sangue para saber se os fármacos que tomamos nos podem estar a prejudicar e não a tratar. Eu própria já fiquei intoxicada e os efeitos não são muito simpáticos (por ex.: visão turva, falta de coordenação, falta de equilíbrio, etc.). Por isso, cuidem-se!

Existem vários fármacos (cada um com os seus efeitos adversos) e vários tipos de epilepsia.

Começarei pelos fármacos e seus efeitos secundários. Existe o: Tregretol, Diplexil, Lamictal, etc. E há muitos efeitos adversos, tais como: perda de apetite sexual, dor de cabeça, tonturas, fadiga, perda de apetite, febre, perda de coordenação muscular, sono, dores no corpo, vómitos, etc. (se revela-se todos, estaria aqui o dia todo).

Agora, no que concerne, aos vários tipos de epilepsia são muitos e cada um manifestasse de uma forma diferente. Como referi, uns parágrafos acima, cada caso é um caso.

Posso dizer até, alguns tipos de epilepsia, tais como: ausência, mal generalizado, crise atónica, entre outras. Mas para vocês entenderem melhor e saberem ao todo quais e quantos tipos de epilepsia, existem deixo-vos aqui este link: http://www.estsp.pt/~ne10308162/epilepsia/Untitled-7.htm .

Posto isto, estou convencida que, chegou a altura de falar da minha mudança de clinico.

(Mais um link musical: http://www.youtube.com/watch?v=RMs83vY2d34)

Então, isto foi assim, eu mudei de médica (e aproveitei e mudei de Hospital) porque a médica que me acompanhava (desde os meus 13 anos) “subiu de posto”, ou seja, tornou-se a Directora do Departamento de Neurologia do Hospital então deixou de ter tempo e paciência para os pacientes (é como os políticos “sobem ao poleiro”, como as galinhas, e já não ligam ao eleitorado). E agora eu e a minha actual neurologista somos as melhores amigas e é sempre bom manter um óptico relacionamento entre médico /paciente. Pode parecer que não, mas se houver uma certa empatia, até a epilepsia agradece! Se repararmos bem a nossa melhor amiga é a epilepsia! Está sempre connosco nos bons e maus momentos e acompanha-nos para onde quer que vamos! Pensem lá! Há que ver o lado positivo!!!!

Continuando… Foi esta médica que me revelou toda a verdade. E foi assim…

Logo na primeira consulta e depois de ver a minha ressonância magnética… Ela olhou-me bem no fundo meus olhos e perguntou-me:

- Não sabes de nada!? Pois não?

Eu achei estranho. Sabia que nunca me tinham contado tudo mas fiquei preocupada. E era razão para tal. Mas o mais estranho foi o pulo da cadeira que, a minha mãe dera de aflição e afligida disse:

- Não. Não é preciso saber mais nada!

Ai, aí fiquei chateada e ordenei que, minha mãe se calasse e que deixasse a médica falar.

- Olha, Rita…. Alguma coisa já deve saber. Mas não o risco que corres. Mas como tua médica tenho o dever de te pôr ao corrente. É assim dentro da tua MAV pode ocorrer hemorragias e pelo cérebro e um dia ficares comprometida a nível corporal em certas zonas do corpo. É inoperável, visto que, se encontra num local muito perigoso… Se fosses operada, podias ficar cega ou paralisada na parte direita do corpo. Até te vou, recomendar um neurocirurgião, para o caso de algo acontecer, visto que, se tal acontecer têm de intervir de imediato. Mas pode até nunca acontecer nada.

- E filhos? (perguntei eu)

- O que está disposta a fazer para ter filhos?

Naquela consulta, descobri tudo e percebi a mensagem no que toca, a filhos. Fiquei apreensiva, desolada… sem chão. Nesse dia não falei mais com os meus pais. Mas mesmo assim a única que, me disseram foi:

- Se soubesses isto tudo aos 13 anos será que não era pior? Só te queríamos proteger.

Eu pensei o dia todo e cheguei à conclusão que, estes tinham toda a razão, pedindo-lhe desculpas e agradecendo todo o apoio que, me deram ao longo dos anos.

Agora, chegou a hora de vos (pais) agradecer por tudo o que, fizeram por mim e agradecer à minha segunda Mãe, a minha irmã mais nova que, teve de crescer mais rápido e muitas vezes teve de fazer o papel de mãe. Ajudou-me sempre incondicionalmente.

E, agora isto é para vocês, epilépticos de todo o mundo digam aos namorados/as, amigos/as, cônjuges, colegas de trabalho,… o que têm de fazer para os ajudarem no caso de uma crise e a doença de que padecem.

Se alguém vos deixar por, ter esta doença é porque não mereciam o vosso amor ou amizade.

Agora eu pergunto e respondo:

- É complicado? Sim.

- Dá para aceitar? Sim.

- Conformo-me? Não.

- Porque me aconteceu a mim? Paciência.

Mas oiçam, quer dizer, leiam. Há que, ter muita força, coragem, espirito positivo e não será por isso que não seremos felizes!

VIVA A VIDA! VIVA À LIBERDADE! UM BRINDE À SAÚDE!

Silêncio que não quer Calar

Eu tenho Epilepsia – (Uma experiência de vida contada na Primeira Pessoa)

Caros leitores, hoje o assunto que tratarei neste artigo é de uma especial importância, de modo que, será referido com um especial cuidado e uma peculiar atenção.

Este artigo será dividido em duas partes (a do artigo de hoje e do próximo post) e, como referi acima que, será tratado com uma especial atenção, para não parecer muito maçudo ou dramático, visto que, é uma história real (a minha – a da autora de Silêncio que não quer Calar) irei colocar ao longo do artigo links para vocês lerem ao som de música (das minha lista de reprodução, espero que seja do vosso agrado). Mas de qualquer forma, vou fazer de tudo para que, seja uma simples história.

Porque nunca se podem esquecer que, a Epilepsia não é um “bicho de 7 cabeças” e não podemos valorizá-la e dar-lhe assim tanta importância, senão consome-nos.

Comecemos então.

Aqui vai o primeiro link: http://www.youtube.com/watch?
v=NLSfDQlWYdk

Há uns bons anos atrás,…cerca de 15 anos (mais coisa menos coisa), tinha eu por volta, dos meus 13 anos, quando tive o meu primeiro ataque epiléptico (também denominado convulsão). Não foi uma coisa bonita de se ver, visto que, foi muito violento… foi ao acordar. Todo o meu corpo começou a fazer uns movimentos que eu própria não controlava e acabei por desmaiar…Os meus pais e a minha irmã estavam ao meu lado e fizeram tudo por tudo para me conseguir agarrar.

Quando acordei cansada e ofegante não tinha percebido o que acontecera… Só vi a cara dos meus pais apavorados e querendo saber se tudo estava bem.

Dirigimo-nos de imediato para o Hospital e, falámos com os médicos, tendo estes decidido fazer exames. Fizeram-me vários electrocefalogramas (para quem desconhece a utilidade deste exame, deixo-vos aqui um link, http://www.infoescola.com/exames-medicos/eletroencefalograma/ ) alguns a dormir outros acordados. Bom para falar a verdade… foi uma “grande seca” para uma adolescente que, ainda brincava com a irmã mais nova com as antigas Barbies.

Adiante, não descobriram nada e nisto passou-se um ano. Durante esse ano só tive aquela. Depois tive uma outra, um ano depois, aos meus 14 anos.

Também fora violenta. Foi tão grotesca que os meus pais e irmã não me conseguiram segurar e caí da cama abaixo. Ah, foi também ao acordar.

A partir daí, comecei a ter medo dos meus “acordares”. Medo de estar sozinha, medo de dormir, medo do escuro, eram medos e mais medos.

Os meus 14 anos, assim como os 14 anos de todo o adolescente é a idade das descobertas, dos primeiros namorados, do deixar para trás as bonecas e de ter a mania que sabemos tudo e de que os pais são uns “chatos”.

Ao invés disso, comecei a dormir com um boneco de peluche todas as noites e a dormir com a minha mãe. Se fosse só isso,… até que não estava assim tão mal… O pior foi quando tive de acompanhar os meus aos médicos e fazer novos exames. Muitas das vezes, os meus pais iam e corriam todos os médicos dos vários hospitais que, possam imaginar. Eu limitei-me a fazer uma ressonância magnética com contraste (ou seja, puseram-me um líquido injectável através da veia). A minha mãe entrou comigo na sala do exame, (para saberem como é este exame, deixo-vos aqui o link http://www.youtube.com/watch?v=gfoLu85n2fE) mesmo sabendo que era muito prejudicial estar na mesma sala, devido às radiações. Eu tremia por todo o lado.

Ao fim de algum tempo, saiu o resultado do da ressonância e foi aí que, foi revelado o porquê das convulsões. Mas mesmo assim, fiquei sem saber na mesma. Nunca me contaram até há bem pouco tempo… Só quando mudei de médica neurologista é que, esta percebeu logo, na primeira consulta que, eu não sabia de “grande coisa”. Mais adiante explicarei esta mudança de clínico.

Mas para vocês posso adiantar o que, tenho realmente. Não vão ficar à espera anos como fiquei, até porque haverei de escrever mais artigos (de vários assuntos).

Então, cá vai. Eu tenho na cabeça uma Mav, ou seja, uma mal formação artério –venosa no cérebro, isto é, traduzindo por miúdos (não são de frango) são comunicações anormais entre artérias e veias, sob alta pressão e de grande fluxo.
Normalmente, as Mav’s deste tipo acontecem mais no sexo masculino (azar o meu) e são congénitas (já nascem connosco, quer dizer, quem tem dispensava o “brinde” de nascença). Pode ser descoberto por acaso ou o doente começar a apresentar sintomas (como por ex: convulsões, como foi o meu caso) que, conduzam a este diagnóstico.

Existem vários tratamentos,tais como: cirurgia, radioterapia, embolização ou o mais frequente a toma de terapêuticos. Mas atenção. Os clínicos de saúde têm de adequar o melhor tratamento a cada doente. Cada caso é um caso. Mas para entenderem melhor, deixo-vos aqui um link, sobre este assunto em concreto: http://www.angiorad.com.br/procedimentos_detalhar.php?id=24

Continuando a minha experiência de vida…

Os meus pais souberam logo o que tinha após a realização do exame. Os médicos, naquela época, sugeriram operar. Mas também estavam reticentes, visto que, haviam clínicos que partilhavam da ideia contrária.

Sei que, foi convocada uma reunião no hospital, onde já estava a ser acompanhada (e já tomava medicamentos que, me faziam muito sono) com vários médicos especialistas em neurologia e neurocirurgia. Há 15 anos atrás foi uma “bomba” que caiu no colo dos médicos e assombrou o núcleo da minha família. E eu a leste ou oeste (dependendo dos efeitos secundários que cada medicamento me era administrado, isto porque, até encontrarem o “ideal” para o meu caso tive que, experimentar vários).

Eu limitava-me a ir à escola e a realizar os exames escolares.
Enquanto os meus pais faziam um “tour” pelo país a mostrar a minha ressonância. Sei que, os resultados de todos os meus exames foram enviados para a Alemanha, para serem vistos por clínicos alemães. Mas de nada adiantou.

Até que, os meus pais me levaram ao Dr. João Lobo Antunes (neurocirurgião). Os meus pais falaram da minha situação mas pouco… os exames falavam por si. O Dr. levantou-se da cadeira onde estava sentado e veio ter comigo e perguntou-me:

- Olha, preferes de vez em quando ter uma convulsão… e ter uma vida normal? Ou fazer uma operação e que qualquer coisa possa não correr bem?

O médico disse-me, aquelas frases de uma forma, tão carinhosa e cuidadosa e olhou-me com uns olhos simpaticamente risonhos… com um olhar, como se fosse de um avô para um neto, no qual eu respondera:

- Ter uma vida normal.

Mal eu sabia o que, estava por detrás, daquele sofrimento silencioso no olhar dos meus pais.

Agora é a altura de mais um link musical: http://www.youtube.com/watch?v=_lWUNwxz3-U

E lá eu continuei a minha vidinha.

Continuava na adolescência (medicada) mas levava a vida feliz e sempre a brincar (excepto, quando tinha uma convulsão). Até que tive um namoradinho que eu adorava.

Começamos a namorar, foi o êxtase total.

No meio disto, haviam pessoas da minha família que, eram ignorantes (não sei que nomes lhe hei-de atribuir) diziam e perguntavam se era contagioso ou se eu um dia poderia viajar de avião ou engravidar,…

Bem. A única coisa que, lhes digo é cheguei, vi e venci! Desenganem-se que Rita Ramos e todos os doentes de Epilepsia são bem fortes e corajosos! Porque é preciso muita bravura para, enfrentar e mover estas pedras do caminho para no final, edificarmos o nosso Castelo!!!

Bom, continuando o namoro… Namorei com aquele rapazinho 4 anos mas tivemos um começo meio atribulado. Namorávamos já há 2 semanas e nunca lhe tinha dito que tinha epilepsia… até que, um dia ao meio da tarde tive uma convulsão (foi muito estranho, visto que, só tenho por norma ao acordar). Simplesmente lhe pedira para que me agarrar (estávamos no forte de Sesimbra e estava inclinada a olhar o mar). Realmente agarrou e socorreu-me. Mas queria acabar o namoro, confessou-mo umas semanas depois do sucedido. O rapaz ficou meio perdido… não soubera o que estava a acontecer… mas o “moço” tinha um tio que era médico e, explicou-lhe que não era nada de mal. E só terminou o namoro ao final de 4 anos.

Portanto, doentes epilépticos digam logo o que têm. É melhor… não vão ter uma surpresa.

Conforme o tempo passava, a medicação aumentava. Estava com uma dosagem alta. E nem a minha família nem a médica que me acompanhava me dizia o que eu realmente tinha. Comecei a ficar chateada.

Passaram tantos anos e nada. Conforme aumentavam as convulsões mais medicamentos tomava.

Até que um dia… passei-me “da marmita”.

No próximo artigo que, postarei (a 2ª parte e última deste título) digo-vos como foi.

Até breve!

Silêncio que não quer Calar

Na Feira de Carcavelos

Um destes dias da semana acordei com uma música já bem antiga, uma música que remonta aos tempos áureos da boa música dos anos 90, que é do conhecimento de todos nós, para aqueles que nasceram, mais concretamente, nos anos 90. Uma das minhas músicas favoritas, de Haddaway, What is Love (Baby don’t hurt me) (para quem não conhece fica aqui o link: http://www.youtube.com/watch?v=-6g-Vh4vcD0). Mas ouvia lá bem longe… ensonada como estava,… só depois é que percebi que era o meu telemóvel. Levantei-me da cama e corri para a sala, onde tinha deixado o telemóvel a carregar. Olhei para o visor e vi que era a desnaturada da Gisela. Uma antiga colega minha, das aulas de mestrado.

Bom, quando reparei que era ela, por momentos pensei em não atender, mas por fim, acabei por atender:

- Olá!

- Oi, bom dia, dorminhoca! Então vamos sair?

- Onde queres ir a esta hora? É que ainda são 7 da manhã!

- Vá a menina arranje-se que, passo por aí às 8, em ponto! Até logo!

Nem me deu tempo, de dizer que sim ou que não… então não tive outra solução. Tive mesmo de ir. Eu até nem gosto muito dela, visto que, é uma interesseira e só telefona quando quer algo.

Bom, hodiernamente toda ou quase toda, a sociedade é assim.

Como sempre, chegou atrasada. Mas ao menos, disse-me logo, assim que entrei, no seu novo Mercedes, onde íamos. Eu reparei logo que, queria qualquer coisa… sempre fora muito vaidosa e a sua ideia era, mostrar o carro novo.

Bem, lá fomos nós à feira de Carcavelos, só não percebi o porquê de levar este tipo de automóvel para uma feira, mas adiante. Eu também precisava de, comprar certas coisas que, nas lojas de rua, (que tendem a acabar com, esta crise) são mais caras. Mas mesmo que, fosse ao Centro Comercial, também encontraria preços, ligeiramente inflacionados. E se, quisermos comprar alguns artigos em lojas de marca e, virmos nessas lojas, preços mais em conta, temos de desconfiar… É que praticar tais preços, têm de fazer os artigos na China ou no Vietname! Pois é, assim deste modo que, fazem… e julgam-se muito inteligentes ao fazê-lo, só que se esquecem da vertente humana, ou seja, a mão – de – obra barata… que trabalha, muitas vezes, em troca de pão. É vergonhoso!

Continuando, quando eu e a Gisela chegámos à feira de Carcavelos, referi que, precisa de uma mala chique, para ir a um casamento no próximo mês de Agosto. Assim que, lhe disse ela soltou risadas e começou a cantarolar a música da novela de Destinos Cruzados (que aqui vos deixo o link: http://www.youtube.com/watch?v=4F8pVMNPY2w).

Eu já não a podia ouvir, mas enfim… Passámos por muitas “montras” e cada “Lello” gritava seu pregão:

- É a 5 euros! – de uma das bancadas.

- É a 3 euros! – de outra bancada.

E nisto chegámos, à bancada de uma velhota que, estava a vender panelas e tachos. E Gisela parou e disse-me:

- Ah! Encontrei o que vim comprar!

- Panelas e tachos? – disse eu.

- Olha, não te disse, mas vou viver com o meu companheiro.

- Ok, parabéns. Quando é o casório?

- Mas qual casório, qual quê? Há mais vantagens em viver em união de facto do que casar! Olha, no IRS é mais vantajoso estar sozinho, do que casado,…

- Mas tu estás desempregada?! Como vais arranjar dinheiro para, comprar casa?

- Estou desempregada, mas já acabou o subsídio de desemprego, agora recebo o Rendimento Social de Inserção e claro que não vou comprar casa, vou morar na casa dos meus “sogros”, de qualquer forma, não vou contrair um empréstimo, porque não tenho fiadores. Os meus pais e os meus futuros sogros recebem pouco salário… e quando apresentámos o IRS (dos meus pais e dos meus sogros) ao banco, foi-nos negado o empréstimo… também qualquer dia, seremos nós a emprestar dinheiro ao banco. E claro,… Temos que, nos valer das lacunas da lei e forjar o IRS dizendo, os quase nenhuns rendimentos que, tenho.

- Mas tu não tens uma papelaria?

- Mais ao menos… É minha sim mas passei para o nome de outra pessoa, de propósito, para ter rendimento sem fazer nenhum. E depois, também estou grávida dar-me-ão alguma coisa.

- Quem?

- A Segurança Social! És mesmo burra!

- Caro, sou contribuinte!!!!!!

- E as mães solteiras só têm regalias! Ouvi falar que, pagam qualquer coisa, se pusermos as crianças na creche, quando vamos a alguma formação do IEFP!

- Bom, não percebi nada mas adiante! Compra o que tens a comprar! Estou cansada de “andar” aqui às voltas, quero ir para casa!!!!

- Ok, ok… não te aborreças. Bom, vamos ver as panelas e os tachos!

- Então, meninas! Aproximem-se! O material é bom e barato! – disse a vendedora.

- Bom, quero três panelas e um tacho. – disse Gisela.

- Está bem, minha filha. Aqui tem. São 100 euros!

- Tanto!- disse Gisela.

- O panelas do Portas comprou um tacho e ainda fez uma birra para eu descer o preço. E retorqui, dizendo que era irrevogável a minha decisão. Bem, lhe perguntei, o significado da palavra “dissimulado”, mas ele não respondeu. Eu ainda expliquei que, não tinha muitos estudos… o pouco que, sei aprendi com aquilo das… ai como se chama… ah, lembrei! Novas oportunidades.

- Pois,… desculpe mas, é um preço elevado, só para quatro artigos.

- Aprendi, com o aumento dos juros, quando o Sr. das panelas saiu! Mas não se preocupem meninas! O Cavaco pediu a Salvação Nacional. Então, não estou preocupada! Se a menina não quer, não leva! Havemos de ser salvos!

- Pois, isto se, o amante não se meter, entre as discussões conjugais da coligação.

- Acho melhor, para a Salvação Nacional um “ménage à trois” seguro.

- Sim, porque se assim não for, vamos para eleições antecipadas. E isso é mau.

- Mas se houver um entendimento, só haverá eleições antecipadas, em Junho de 2014.

- Pois, se calhar é melhor. Bom, Rita vamos embora?

-Sim, e já é tarde! Ufa! Olha, com isto tudo, esqueci-me de perguntar… a tua mãe está melhor?

- Está boa, porquê?

- Ouvi dizer que, está de baixa médica…

- Ah, isso! Não ela está óptima! Só pediu à médica, uns tempos de baixa… quis ir passar umas semanas, ao Algarve!

- Isso, não se faz! Existem muitos casos de baixa fraudulenta! Não está certo! Então, a minha vizinha é professora e não lhe deram baixa, mesmo com os relatórios do médico oncologista!!! Olha, vai lá no teu Mercedes que, deves ter comprado à minha custa que, eu prefiro ir de autocarro. Adeus!

Com tudo isto, meus caros leitores, digam-me… acham certo, todas estas falcatruas, à nossa custa?

Considero que, está na altura de dizer: BASTA!

(Para aceder à minha página do facebook do Silêncio que não quer Calar, deixo aqui o link:

https://www.facebook.com/#!/silencioquenaoquercalar?fref=ts e se quiserem ponham um “GOSTO”)

Silêncio que não quer Calar

Ainda não foi desta

Um dia, desta semana acordei ligeiramente mais tarde. O Sol já ia alto e irradiava a sua luz e brilho, acordando-me com a sua energia contagiante. Pulei da cama e fui tomar o pequeno-almoço que, a minha mãe me preparara. A televisão estava ligada no telejornal da manhã e aproveitei e vi o telejornal para ficar a par das notícias nacionais e também para saber com o que se passa lá fora, enquanto me deliciava com o meu croissant.

A minha mãe estava a estender a roupa lá fora e quando entrou em casa, mais propriamente na cozinha, local onde me encontrava a comer, deparou-se com o facto de eu estar sentada no chão. Minha mãe preocupada me perguntou:

- O que te aconteceu? Porque estás sentada no chão?

- Já viste hoje o noticiário? -Respondi.

- Não. Mas porquê?

- Primeiro digo-te, o porquê de estar sentada no chão. Sabes,… é que eu caí da cadeira abaixo quando ouvi certas notícias… E não sei se são boas ou más… Passo a explicar. Um dos Reis Magos, o Gaspar foi levar a mirra, para outras freguesias. O Portas bateu com a porta e o Coelho foi à caça do Portas. Percebes-te?

- Ok. O que bebes-te? De certeza que, não foi o leite com o chocolate que, te preparei… Olha, tocaram à porta e …

- Deve ser publicidade.

- Não. São aqueles teus amigos do tempo de Universidade. Vieram convidar-te para ires à piscina com eles.

- Ah, ok. Então olha, vou vestir o fato de banho e vou com eles.

- Diverte-te!

- Olha, quem cá está!!!

- Somos nós! Viemos chatear-te! -disse Ana.

- Vocês nunca chateiam.

- Então, pá! Vamos lá! Falamos no caminho. -disse João.

- Então vamos!

Já a caminho da piscina, no carro, comecei a contar o que vira e ouvira na televisão. Mas comigo e os meus amigos (a Ana e o João) também iam mais dois amigos. O Ruben e a Mara que nada falavam… tinham sido namorados na época da Universidade e, agora não se podiam ver à frente. Mas o João brincalhão como é, começou a contar piadas e o ambiente ficou mais alegre. Quando chegamos estendemos a toalha e continuámos a conversar.

- Vá, agora conta lá melhor essa história do Portas. – disse Ruben.
Depois de, ter contado, seguiram-se as opiniões. Cada um ditava sua sentença. Foi um alvoroço só. E diziam:

- Espetáculo! Já estava farto daquelas políticas de austeridade que, Gaspar impunha. E algumas, nem sequer, estavam no memorando da Troika. Posso até, dar um exemplo. O iva dos restaurantes e cafés passar a 23%, já foi coisa destes canalhas! – disse João.

- Calma! Não te exaltes assim. Ainda te dá uma coisinha má! Se bem que, os cortes que fizeram na saúde… só com seguros de saúdes é que ias lá. – retorquiu Mara.

- Pois dizes isso, porque não tens um café, como os pais do João têm! És funcionária pública. – retorquiu Ruben.

- Pois, é. Mas eu como professora que sou, querem-me obrigar a fazer as 40 horas semanais ou obrigar-me a trabalhar a muitos kms de casa ou até mesmo ir para a rua! Também é revoltante! – gritou Mara.

- Pouco stress. – disse Ana.

- O que fui eu dizer! Se soubesse não contava nada. – disse eu.

- E eu que estou desempregada? Pois, eu considero muito sensata a decisão de saída de Gaspar. Deviam ir todos é para a rua! Haver eleições antecipadas e ir para lá uma pessoa competente. Eu se isso acontecer votarei no PS. Mais vale jogar pelo Seguro. – disse Ana.

Nesta altura, eu e todos nos rimos e por momentos quebrou-se a tensão gerada, pelos nossos governantes.

- Bom, eu acho que deve haver uma remodelação no Governo e continuar com a reforma do Estado. Se não a tranche já não vem e Portugal só é autossuficiente por um ano. Deixa lá, as eleições. – disse Ruben.

- Pois, é verdade o que disse o Ruben. Até porque as bolsas já caíram e poderemos perder a credibilidade nos mercados financeiros internacionais. Com isto, é como se os sacrifícios que todos nós, principalmente os pensionistas, fizemos. – referi eu.

- Pois, tens razão… Só com esta brincadeira ou a melhor birra de Portas e com a saída de Gaspar, só num dia a bolsa portuguesa perdeu 2.650 milhões de euros (em capitalização bolsista). E todas as empresas mais importantes de Portugal, como: a Sonae, Jerónimo Martins, etc… caíram muito, nestes últimos dias. Mas o pior foram os bancos, principalmente o Banif que, foi o mais afectado e encheu as páginas de jornais nacionais e além-fronteiras. Verdade seja dita, foi um desastre e um descalabro total. Portanto, Ana considero que, agora não é a melhor altura para realizar eleições. E contra mim falo, visto que, sou empregado de mesa no café dos meus pais e, vejo todo o “santo dia” aquele e muitos cafés lá na rua “às moscas”. – disse João.

- Pois. Isso é tudo muito bonito. Todos vocês têm trabalho mas eu não. E já tenho 29 anos e qualquer dia envelheço sem ter descontado nada para a Segurança Social, e fico sem reforma! Isto é, se a Segurança Social tiver como me pagar. Tantos anos a estudar… licenciatura, mestrado, uma pós-graduação para nada. E o mais engraçado é que, quando vou a uma entrevista dizem que, tenho estudos a mais e o ordenado que, me podem pagar é o ordenado mínimo nacional… Mas o pior, é quando nem me chamam… Claro, não tenho experiência profissional e pedem sempre… mas como têm o descaramento de pedir se ninguém me dá uma oportunidade?! Ah, mas aconteceu-me recentemente uma coisa mais engraçada,… Eu fui ao IEFP, e estava à espera da minha vez e quando fui atendida disseram-me que a minha inscrição caducou, precisamente enquanto esperava pela minha vez. É o cúmulo. Fui lá, porque não recebia as cartas deles e fui tentar perceber o que se passava e depois fazem-me isto. Este País, assim não muito longe. – disse Ana.

- Eu também estou desempregada. Mas não posso desanimar, tenho de ir à luta, mesmo que tenha de emigrar. – disse eu.

- Bem, querem ir à água? Acho melhor pararmos com estas conversas. Viemos para nos divertir. Certo? – disse Ruben.

E em coro, todos respondemos animadamente:

- Sim!!!

Passámos o dia todo na piscina e viemos bem bronzeados. Quando chegámos a minha casa, já era hora de jantar e convidei-os a jantar todos na minha casa. A primeira coisa que fiz quando cheguei a casa, foi desligar o televisor, pois estavam a dar as notícias da noite e, para termos um jantar e um serão animado pusemos música, dançámos e para acabar vimos um filme no dvd acompanhado de umas pipocas.

Para concluir, é importante referir o seguinte:

Pois, considero que íamos perder muito tempo a, resolver todas as questões que envolvem as eleições, como as campanhas polífitas, eleições, orçamento de Estado e aprovação do Orçamento,… e com isto ficaríamos sem tranche, perderíamos a credibilidade no mercado, etc. É que, todos os factos que referi, demorariam e só se resolveriam em 2014 e como fazemos até lá?

Agora, digam-me meus caros leitores, será que seria mais adequado eleições antecipadas, conforme desejam os partidos opositores ou que, Passos Coelho e Paulo Portas façam as pazes?